Nicarágua: pernambucana morta vendia brigadeiro para se manter no país

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A vítima, que tinha 31 anos e estudava medicina na Universidade Americana (UAM), era natural de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Norte de Pernambuco Foto: Reprodução/Twitter

“Ela vendia brigadeiros para ajudar a se manter lá”, lamentou Anderson Felipe, amigo da pernambucana Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos. A estudante de medicina foi morta a tiros na noite dessa segunda-feira (23), em Manágua, capital da Nicarágua, que passa uma onda de protestos que pedem a saída do presidente Daniel Ortega. Segundo informações também de amigos próximos, Dra. Ray, como era conhecida, estava saindo do seu turno no hospital em que trabalhava, quando foi baleada.

“Quando ela foi atingida, o seu namorado saiu do carro gritando que não fazia parte de nenhum grupo politico. Logo depois os atiradores fugiram”, contou Anderson.

“Ela não participava de nenhum protesto, estava cumprindo o seu internato no hospital militar”, acrescentou.

O assassinato, divulgado pela imprensa local, foi confirmado pela Embaixada do Brasil na Nicarágua. Raynéia era estudante da Universidade Americana (UAM) e teria sido metralhada por manifestantes.

“Menina tranquila”

Ainda segundo Anderson, Raynéia era focada nos estudos e não participava de manifestações. “Era uma menina muito tranquila, durante todos esses protestos ela seguiu fazendo o seu “internato” ou seja, seguiu com seus estudos sem se meter ativamente em nenhum protesto”, disse com exclusividade ao JC.

“Foi estudar medicina em Nicarágua e já tinha um bom tempo lá pelo menos 5 anos, muito alegre e batalhadora e se virava nos 30 fazia eventos vendia brigadeiro tudo para conseguir se manter em Nicarágua”, disse uma outra amiga de Raynéia, Cintia Deffontaines.

Nas redes sociais, amigos se comoveram com a morte da pernambucana e prestaram mensagens de solidariedade.

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