Morre iguaraciense vítima de leishmaniose visceral

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Geneci Alves, 54 anos, morador do Sítio Queimadas, município de Iguaracy-PE, morreu na manhã desta quarta-feira (08), depois de dias internado na UTI do Hospital Osvaldo Cruz em Recife, acometido de leishmaniose visceral.

É a segunda vítima de que se tem notícia no Pajeú. Em 31 de maio, a morte de Rafael de Deus Soares, 28 anos, em São José do Egito, levantou o debate sobre as políticas de controle de cães de rua nas cidades do Pajeú. Ele na mesma unidade em que Geneci está internado.

Rafael era dono de um lava jato em São José, casado e tinha um filho. Desde fevereiro de 2018, começou a apresentar os primeiros sintomas, mas a doença foi diagnosticada no Hospital Maria Rafael de Siqueira depois de alguns dias sem um diagnóstico, pelo fato de que a doença não é fácil de ser notificada.

Veterinários e médicos acreditam que há subnotificação em toda a região, pois os sintomas se confundem com os de outras doenças. Ou seja, o número real de casos pode ser bem maior.

Entenda a doença: a Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem casos de Leishmaniose Visceral, ao apresentarem esses sintomas, devem procurar o serviço de saúde mais próximo e o quanto antes, pois o diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento da doença, que pode ser fatal se não for tratada.

Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos. É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis. Raposas (Lycalopex vetulus e Cerdocyon thous) e marsupiais (Didelphis albiventris) têm sido apontados como reservatórios silvestres. No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor.

Nos animais, os sintomas são crescimento das unhas, magreza extrema, perca de pelo e feridas no corpo. O caso alertou os setores de vigilância em saúde e Epidemiológica. Em cidades como Afogados, há registros de aumento no número de animais de rua. Por outro lado, um debate com grupos de defesa dos animais que muitas vezes criticam o sacrifício de cães doentes.

Fonte: Nill Júnior

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