Fernando de la Rúa, ex-presidente argentino, morre ao 81 anos

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Por G1

O ex-presidente argentino Fernando de la Rúa, de 81 anos, morreu nesta terça-feira (9), em um hospital na cidade de Escobar, na província de Buenos Aires, de acordo com a imprensa local. Ele tinha sido hospitalizado em estado grave na segunda-feira (8) com problemas cardíaco e renal.

De la Rúa, que foi presidente da Argentina entre 1999 e 2001, enfrentou vários problemas de saúde nos últimos anos. Ele precisou passar por cirurgias, uma delas na bexiga, além de uma angioplastia e da colocação de dois stents. Ele foi visto em público pela última vez em um jantar em dezembro do ano passado.

O governo argentina decretou três dias de luto nacional pela morte do ex-presidente, porém as diversas cerimônias públicas por causa do Dia da Independência, comemorado nesta terça, estão mantidas.

O corpo será velado no Salão dos Passos Perdidos do Congresso Nacional. Uma vez concluída as homenagens públicas, o caixão será levado a uma sala de velório do bairro portenho de Núñez para depois ser enterrado na cidade de Pilar, na província de Buenos Aires.

“Lamentamos a morte do ex-presidente Fernando de la Rúa. Sua trajetória democrática merece o reconhecimento de todos os argentinos”, declarou o presidente Mauricio Macri.

História

O ex-presidente nasceu em 15 de setembro de 1937, na província de Córdoba. Ele estudou no Liceo Militar de Córdoba e se formou advogado aos 21 anos.

Filiado à União Cívica Radical (UCR), De la Rúa teve uma longa carreira política. Aos 35 anos de idade, em 1973, foi senador pela capital federal, tradicionalmente um distrito antiperonista e onde consolidou sua carreira como deputado (1991-1992) e três vezes senador (1973-1976, 1983-1989 e 1992-1996).

Em 1996, foi o primeiro prefeito de Buenos Aires eleito por voto direto, cargo até então designado pelo presidente, e seu trampolim para a Casa Rosada.

O ponto mais alto da trajetória na vida pública veio em 1999, quando, aos 62 anos, foi eleito presidente do país para um mandato de quatro anos.

Ele sucedeu o peronista histriônico Carlos Menem (1989-1999), que colocou em prática políticas neoliberais. Para chegar ao poder, contou com o apoio de coalizão de centro-esquerda e se apresentava como “a força moral contra a frivolidade e o engodo”.

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