Recife registra mil altas médicas em hospitais de campanha

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Manoel Leandro do Nascimento, de 76 anos, recebeu alta do Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos Foto: Prefeitura do Recife/Divulgação

Por: Portal FolhaPE

A Prefeitura do Recife anunciou, durante coletiva de imprensa virtual realizada na manhã desta terça-feira (26), a marca de mil pacientes com alta médica nos sete novos hospitais construídos para o combate à pandemia de Covid-19.

“Isso quer dizer que mil pacientes já voltaram para casa salvos do coronavírus. Eu quero registrar minha gratidão a todos que trabalharam unidos para que isso tenha acontecido. Esses hospitais, até poucas semanas atrás, eram estacionamentos ou galpões sem uso e, agora, estão salvando vidas ”, comemorou o prefeito Geraldo Júlio.

Manoel Leandro do Nascimento, de 76 anos, foi o milésimo paciente liberado dos hospitais de campanha, após vencer a Covid-19. Ele passou 25 dias internado no Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos, sendo 15 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apresentando quadro de hipertensão e diabetes, o paciente chegou ao hospital de campanha com o pulmão esquerdo comprometido.

Segundo o secretário de Saúde, Jailson Correia, há a indicação de diminuição dos números de internações nos últimos dias. “Os dados ainda são preliminares e precisam ser analisados dia a dia. É importante lembrar que ainda temos 355 pacientes internados com coronavírus, sendo que 92 deles estão em UTIs”, ressaltou.

Apesar da diminuição de internações, o secretário afirmou que ainda não é possível dizer quando os hospitais de campanha não serão mais necessários. “Em nenhum país do mundo houve desmobilização da estrutura de atendimento à saúde. Não se sabe ainda quando a pandemia vai acabar e, por tanto, até quando ainda haverá demanda de leitos”, comentou. Até aqui, o isolamento social e o aumento do número de UTIs evitaram o colapso do nosso sistema público de saúde”, apontou.

Ainda de acordo com Jailson, também não há garantia de que a cidade do Recife já atingiu o pico de contaminação da Covid-19. “Estudo têm mostrado que essa doença não se comporta com um pico único, mas sim em ondas de aumento e diminuição de casos. Isso é definido, principalmente, pelas medidas de distanciamento e isolamento social. Por isso, enquanto a doença ainda existir, precisamos nos preparar a médio e longo prazo”, esclareceu.

 

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