Tragédia com time da Chapecoense completa quatro anos

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Foto: Agência Reuters

Por G1 SC

Neste domingo (29) completa quatro anos da tragédia aérea com o avião que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Na ocasião, morreram 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica, estafe, diretoria, imprensa, convidados e tripulação. Como ocorre desde 2017, a Chapecoense definiu uma série de homenagens em Chapecó, no Oeste catarinense.

Sem possibilidade de fazer ações presenciais, por conta da pandemia do coronavírus, uma arte e um vídeo com homenagens foram disponibilizados nas redes sociais do clube. No vídeo será divulgada uma “homenagem surpresa”, feita na Arena Condá.

A Arena Condá permanecerá com som ambiente durante todo o dia, com a música “vamos, vamos Chapê”, característico da campanha do clube na Copa Sul-Americana daquele ano. Durante a noite, os refletores serão ligados.

Indenização

As famílias das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense ainda tentam na justiça a indenização do seguro da aeronave que fazia o transporte para a final da Copa Sul-Americana, em novembro de 2016. Entre as vítimas fatais estavam jogadores, funcionários, convidados e jornalistas. A busca por respostas é incansável, e alguns passos já foram dados quatro anos após a tragédia: ação civil pública contra empresas envolvidas, processo em andamento nos Estados Unidos e a criação de uma CPI no Senado.

A aeronave da LaMia, que caiu nas proximidades de Medellín, possuía uma apólice de seguro contratada no valor de US$ 25 milhões – valor abaixo do usado para voos deste tipo -, mas a seguradora se recusa a fazer o pagamento por considerar que havia problemas no voo. As famílias, por sua vez, apontam outras irregularidades na contratação do seguro, liberação do voo, e buscam na justiça reparação, mas ainda estão sem receber.

“A realidade é que quase nenhum dos envolvidos foi responsabilizado pelo acidente ainda, o que é muito triste. O acidente é o resultado da negligência de várias empresas e agentes públicos e o não pagamento das indenizações é fruto dos descaso das empresas responsáveis pelo seguro e resseguro que protegia a aeronave e a operação da empresa LaMia. Triste saber que tantas famílias, num acidente que chocou o mundo, são vítimas do descaso mesmo após tanto tempo”, disse Mara Paiva, presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense.

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