Auxílio emergencial poderá durar mais que três meses, diz secretário

Por Wellton M√°ximo - Ag√™ncia Brasil Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19, o aux√≠lio emergencial de R$ 600...

Por João Paulo Pereira em 12/05/2020 às 10:16:52

Por Wellton Máximo - Agência Brasil

Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19, o aux√≠lio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poder√° ser mantido após o fim da pandemia. A afirmação √© do secret√°rio especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Minist√©rio da Economia, Carlos da Costa, que participou nesta segunda-feira (11) de transmissão ao vivo promovida pelo banco BTG Pactual. Segundo Costa, o governo discute se o aux√≠lio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os tr√™s meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. "Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra", disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benef√≠cio no segundo semestre deste ano. Na avaliação do secret√°rio, o aux√≠lio emergencial √© "extremamente liberal", nos moldes do Imposto de Renda negativo, em que pessoas abaixo de determinado n√≠vel de renda recebem pagamentos suplementares do governo em vez de pagarem impostos. Caso o benef√≠cio permaneça, Costa disse que o governo ter√° de estudar uma forma de financi√°-lo e de mant√™-lo. Segundo ele, o governo pode desmontar o aux√≠lio emergencial gradualmente, conforme as medidas de recuperação econômica ou as reformas estruturais prometidas pelo governo antes de a pandemia entrar em vigor. O secret√°rio ressaltou que a equipe econômica não estuda somente a continuidade do aux√≠lio emergencial, mas de outras ações tomadas pelo governo. "Talvez alguns programas tenham vindo para ficar", disse. Ele, no entanto, não detalhou quais programas poderiam permanecer al√©m do benef√≠cio de R$ 600. Costa indicou que medidas de apoio e de desoneração das empresas possam ser mantidas. Para ele, o "novo normal" da economia brasileira ser√° um cen√°rio com "menos ônus" sobre os empregadores.

Financiamentos

Em relação ao programa de ajuda para microempresas, o secret√°rio disse que os financiamentos para o setor poderão ser destravados com a sanção da lei que permite a utilização do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, para cobrir poss√≠veis inadimpl√™ncias nos empr√©stimos. Segundo Costa, o governo injetar√° R$ 15 bilhões no FGO, aumentando o orçamento do fundo para at√© R$ 18 bilhões. Esse fundo cobrir√° at√© 85% da perda que eventualmente deixar de ser paga às instituições financeiras que emprestarem às micro e pequenas empresas. Sobre as m√©dias empresas, o secret√°rio disse que o governo pretende lançar o novo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e ampliar o escopo do fundo, que passar√° a cobrir o calote não só de investimentos, mas de linhas de cr√©dito de capital de giro. Segundo Costa, o governo pretende aportar R$ 20 bilhões no fundo.
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