Brasil anuncia que vai comprar 46 milhões de doses da CoronaVac

Por Elaine Patricia Cruz e Jonas Valente - Ag√™ncia Brasil Ap√≥s reunião virtual com governadores na tarde de hoje (20), o ministro da Sa√ļde, Eduardo Pazuello, assinou um...

Por João Paulo Pereira em 20/10/2020 às 19:12:48

Por Elaine Patricia Cruz e Jonas Valente - Agência Brasil

Ap√≥s reunião virtual com governadores na tarde de hoje (20), o ministro da Sa√ļde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, que est√° sendo desenvolvida pela farmac√™utica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.Segundo o Minist√©rio da Sa√ļde, esta ação √© mais um passo na estrat√©gia de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O minist√©rio j√° tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Sa√ļde, com mais 40 milhões de doses. Somadas, as tr√™s vacinas - AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac - representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021. Segundo o ministro, as doses serão distribu√≠das em todo o Brasil por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). "Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta log√≠stica, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados", disse Pazuello.

O acordo

Para o protocolo de intenções de compra de doses da CoronaVac, uma nova medida provis√≥ria ser√° editada para disponibilizar cr√©dito orçament√°rio de R$ 1,9 bilhão. O Minist√©rio da Sa√ļde j√° havia anunciado, tamb√©m, o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan - o que auxiliar√° na produção da vacina. Segundo o Minist√©rio, o processo de aquisição ocorrer√° ap√≥s o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa).

Produção local

Al√©m destas doses iniciais, a partir de abril, a Fiocruz deve começar a produção pr√≥pria da AstraZeneca e disponibilizar ao pa√≠s at√© 165 milhões de doses durante o segundo semestre de 2021. O acordo do Instituto Butantan com a Sinovac tamb√©m prev√™ a transfer√™ncia de tecnologia e, com isso, o Butantan deve passar a produzir 100 milhões de doses por ano com sua nova f√°brica. A expectativa do Minist√©rio da Sa√ļde √© que a vacinação possa ser iniciada em janeiro do pr√≥ximo ano. Mas alerta que isso vai depender dos resultados da Fase 3 das vacinas, que testa efic√°cia, e de liberação da Anvisa. Segundo o minist√©rio, o primeiro grupo a ser imunizado serão os profissionais da sa√ļde e pessoas do grupo de risco para a covid-19 (a doença provocada pelo novo coronav√≠rus). A vacinação, segundo o √≥rgão, não ser√° obrigat√≥ria.

Testes

A CoronaVac j√° est√° na Fase 3 de testes em humanos. Ao todo, os testes com a CoronaVac - que tiveram in√≠cio no Brasil em julho - serão realizados em 13 mil volunt√°rios. Caso a √ļltima etapa de testes comprove a efic√°cia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronav√≠rus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prev√™ a transfer√™ncia de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prev√™ a administração de duas doses por pessoa. Ontem (19), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a CoronaVac √© uma vacina segura, ou seja, ela não apresenta efeitos colaterais graves. Ele tamb√©m disse que os resultados de efic√°cia ainda não foram finalizados, mas que ele espera que isso seja poss√≠vel de acontecer at√© dezembro deste ano.
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