Anvisa libera Coronavac para crianças de 3 a 5 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (13) autorizar a aplicação emergencial da vacina CoronaVac em crianças de...

Por João Paulo Pereira em 14/07/2022 às 08:03:45

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (13) autorizar a aplica√ß√£o emergencial da vacina CoronaVac em crian√ßas de 3 a 5 anos de idade. O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan.

Durante reuni√£o da diretoria colegiada, em Bras√≠lia, por unanimidade, a ag√™ncia seguiu recomenda√ß√£o das √°reas técnicas e autorizou a imuniza√ß√£o com duas doses da vacina, no intervalo de 28 dias. A aprova√ß√£o vale somente para crian√ßas que n√£o s√£o imunocomprometidas. A vacina é contra a covid-19.

N√£o h√° prazo para o in√≠cio da utiliza√ß√£o do imunizante no plano nacional de vacina√ß√£o. A decis√£o caber√° ao Ministério da Sa√ļde.

Para a diretora Meiruze Souza Freitas, da Anvisa, relatora do pedido, a CoronaVac est√° aprovada em 56 pa√≠ses pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), teve cerca de um bilh√£o de doses aplicadas e tem contribu√≠do para reduzir mortes e hospitaliza√ß√Ķes.

"Vacinar crianças de 3 a 5 anos contra a covid-19 pode ajudar a evitar que elas fiquem gravemente doentes se contraírem o novo coronavírus", explicou.

A faixa etária entre 5 e 11 anos começou a ser vacinada em janeiro. Nesse caso, são aplicados os imunizantes da Pfizer (versão pediátrica) e a CoronaVac.

Estudos

A decisão foi baseada em diversos estudos nacionais e internacionais sobre a eficácia da vacina em crianças.

As pesquisas foram realizadas pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Butantan, além de entidades internacionais. Também foram levados em conta pareceres de sociedades médicas e das √°reas de farmacovigil√Ęncia e de avalia√ß√£o de produtos biológicos da Anvisa.

Um dos estudos cl√≠nicos, feito no Chile, mostrou efetividade de 55% da CoronaVac contra a hospitaliza√ß√£o de crian√ßas que testam positivo para a covid-19. Além disso, as crian√ßas que participaram dos estudos cl√≠nicos apresentaram maior n√ļmero de anticorpos e menos rea√ß√Ķes à vacina em rela√ß√£o aos adultos.

No Brasil, outros dados revelaram que as rea√ß√Ķes graves após a imuniza√ß√£o foram consideradas raras e rar√≠ssimas. A conclus√£o foi obtida após an√°lise de 103 milh√Ķes de doses aplicadas no pa√≠s.

Fonte: Agência Brasil

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