Mulher é morta e tem o corpo carbonizado pelo marido após discussão motivada por ciúmes no Agreste de PE

No local do crime, a polícia encontrou apenas fragmentos ósseos e um dente da vítima.

Por João Paulo Pereira em 16/01/2023 às 09:28:54
Adriana Lima, de 42 anos, foi morta pelo marido, Valdir José dos Santos, de 40 anos - Foto: Arquivo pessoal

Adriana Lima, de 42 anos, foi morta pelo marido, Valdir José dos Santos, de 40 anos - Foto: Arquivo pessoal

Uma mulher identificada como Adriana Silva de Lima, de 42 anos, foi morta na noite da última quinta-feira (12), na cidade de Belo Jardim, Agreste de Pernambuco. O suspeito é o marido, Valdir José dos Santos, de 40 anos, que após provocar a morte da esposa durante uma discussão carbonizou o corpo da mulher em uma propriedade da zona rural do município.

De acordo com a Polícia Civil, o crime começou a ser investigado na última sexta-feira (13) depois que familiares de Adriana prestaram queixa na delegacia alegando o desaparecimento dela. O suspeito também compareceu junto aos familiares e, ao ser questionado, apresentou versões contraditórias.

O marido de Adriana foi conduzido pela polícia ao local onde ela teria sido vista pela última vez com vida, de acordo com a versão apresentada por ele. No local, a polícia encontrou restos de fogueira, fragmentos ósseos e um dente. Depois dessa verificação, a polícia voltou a questionar o suspeito, que confessou o crime e foi levado de volta à delegacia para ser interrogado.

De acordo com o delegado João Carlos, da Delegacia Seccional de Polícia Civil de Belo Jardim, antes de provocar a morte da esposa o suspeito teve uma discussão com a vítima motivada por ciúmes.

"Ele alegou que ela fez menção de ir pra cima dele durante a briga e, na ocasião, ele empurrou ela no chão. Mas, quando ela caiu, teria batido com a cabeça num toco de madeira meio pontiagudo e ali mesmo ficou desacordada. Poucos minutos depois ela já foi a óbito", contou o delegado.

O suspeito confessou à polícia que não soube o que fazer, então cobriu o corpo com mato, pneus e outros objetos e, em seguida, ateou fogo. Valdir alegou ter esperado de três a quatro horas enquanto o corpo era carbonizado e deixou o local. Na manhã da sexta-feira (13), ele retornou para se certificar de que não havia vestígios.

O irmão da vítima foi uma das primeiras pessoas a sentir falta da irmã e perguntou por ela ao suspeito, que afirmou que ela estava em casa se arrumando para o trabalho. "Ela faltou ao trabalho, o que era uma coisa muito rara. Foi então que a família desconfiou e o irmão foi até a delegacia prestar queixa", explicou o delegado João Carlos.

O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e vai ser apresentado em audiência de custódia.

Fonte: Por g1 Caruaru

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