Prefeitura de Camaragibe no Grande Recife suspende 13º salário de servidores por falta de dinheiro

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Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais, a prefeita em exercício teria encontrado R$ 34 no caixa da prefeitura Foto: Reprodução/Google Maps
Da Editoria de Política – JC Online
Por meio de uma nota, divulgada nesta quarta-feira (26), a prefeitura do município de Camaragibe, no Grande Recife, informou que não terá condições de pagar o 13º salários dos servidores municipais, programado para acontecer neste mês de junho pelo antigo prefeito, Demóstenes Meira (PTB), preso no último dia 20. Segundo o documento, a atual gestão, comandada pela prefeita em exercício Nadegi Queiroz (PC), teria encontrado a instituição com o caixa vazio.

“Em decorrência da situação de caos financeiro e desordem administrativa crônica encontrada pela atual gestão da Prefeitura Municipal de Camaragibe – há menos de uma semana administrando a cidade -, informamos que não há recursos para o pagamento imediato da primeira parcela do 13º salário. A atual gestão encontrou a prefeitura com o caixa vazio”, diz um trecho da nota.

Ainda na nota, a prefeitura diz que o pagamento dos salários dos servidores é uma prioridade e agradeceu o apoio da população sobre o assunto. “Aliás, aproveitamos a oportunidade para agradecer as manifestação de apoio e a disponibilidade para o serviço desses servidores. Só com essa união conseguiremos mudar esse triste cenário que se encontra o nosso município há pelo menos seis anos e meio”, acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Antônio Oliveira (PTB), conhecido como Toninho, informou ao JC, que o Sindicato dos Servidores de Camaragibe teriam informado que o antigo gestor da cidade, Demóstenes Meira (PTB), teria prometido pagar os salários neste mês de junho. “Segundo o pessoal do sindicato, Meira teria dito que ia fazer o pagamento agora, neste mês, mas fui comunicado pela prefeita em exercício que foi encontrado apenas R$ 34 no caixa da prefeitura”, contou Toninho. Segundo ele, nesta quinta-feira (27), irá se inteirar melhor sobre o assunto para buscar soluções junto a Casa que preside.

A reportagem tentou entrar em contato com a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Camaragibe, Magna Dias, mas não obteve retorno.

Confira a nota completa: 

Em decorrência da situação de caos financeiro e desordem administrativa crônica encontrada pela atual gestão da Prefeitura Municipal de Camaragibe – há menos de uma semana administrando a cidade -, informamos que não há recursos para o pagamento imediato da primeira parcela do 13º salário. A atual gestão encontrou a prefeitura com o caixa vazio.

Em contrapartida, a atual gestão, em um esforço financeiro e contábil descomunal, conseguirá honrar os salários de junho de servidores efetivos, comissionados e terceirizados, além do pagamento de fornecedores, com recursos da parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O trabalho diuturno dessa gestão nesta primeira semana tem sido para manter os serviços públicos funcionando; e reativar alguns que estavam parados, sobretudo, nas áreas da Saúde e Defesa Civil.

Reiteramos que nossa prioridade número um será sempre o pagamento dos salários, pois reconhecemos o compromisso dos servidores da prefeitura com seu trabalho. Aliás, aproveitamos a oportunidade para agradecer as manifestação de apoio e a disponibilidade para o serviço desses servidores. Só com essa união conseguiremos mudar esse triste cenário que se encontra o nosso município há pelo menos seis anos e meio. Encerramos pedindo que não acreditem em boatos. As informações oficiais serão sempre divulgadas pelos canais oficiais da prefeitura nas redes sociais e site.

Atenciosamente,
Prefeitura Municipal de Camaragibe

Meira segue preso

Nessa terça-feira (25), o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou o habeas corpus com pedido de liminar impetrado pela defesa do prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira. O pedido da defesa foi feito nessa segunda-feira (24) e segue valendo nesta quarta-feira (26).

“Em arremate, a reforçar a impossibilidade de concessão da cautela postulada, de uma análise perfunctória da decisão impugnada verifica-se que a almejada conversão da prisão preventiva em domiciliar não foi alvo de deliberação pela autoridade impetrada, o que revela que a análise do tema diretamente por este Sodalício se daria em indevida supressão de instância”, diz trecho da decisão.

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