Enterro em SP de vítimas do coronavírus ocorre com caixões fechados e velório de só uma hora

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Coronavírus (Covid-19) — Foto: Hellen Souza/ Arte-G1

Por Felipe Brisola, SP1

O serviço funerário da Prefeitura de São Paulo orientou as funerárias e cemitérios de São Paulo de que as famílias devem evitar fazer velórios de pessoas com coronavírus e que os velórios e enterros devem ser com os caixões fechados e lacrados. Caso a família opte por velório, o velório deve ser limitado a 10 pessoas por sala e durar, no máximo, uma hora, e também com o caixão lacrado.

No Brasil, já são 34 mortos pela doença, sendo 30 na cidade de São Paulo. No país, são mais de 1.800 infectados confirmados. A maioria dos doentes tinha mais de 60 anos e com comorbidades.

Na quinta-feira da semana passada, foi enterrado no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital, o manobrista Antonio Santos, de 49 anos, foi enterrado após ter a suspeita de Covid-19 confirmada. Ele morreu 5 dias após ter febre pela primeira vez.

Nesta terça-feira (24), mais duas pessoas foram enterradas no hospital, ambos com caixões lacrados. A Prefeitura não informou se eles tinham coronavírus.

No Cemitério de Araçá, localizado na Dr. Arnaldo, no Centro de São Paulo, os funcionários já adotaram algumas precauções, como a limitação de 10 pessoas por sala nos velórios e duração de uma hora nas cerimônias.

Nos cemitérios, os funcionários são orientados a usarem máscaras e luvas. Dos 30 casos confirmados em São Paulo, 28 tinham doenças preexistentes.

Mortes

Em São Paulo, a primeira vítima foi um homem de 62 anos, que tinha diabetes, hipertensão e problema na próstata. Dos 30 mortes na cidade de São Paulo, 5 são homens e duas são mulheres.

A Secretaria de Saúde confirmou a morte da mais jovem vítima de São Paulo, um homem de 33 anos que tinha uma doença pré-existente, que não foi divulgada.

Na Itália, onde já há mais de 6 mil mortes confirmadas pelo novo coronavírus, também foram adotadas medidas rígidas para velórios e enterros. Em algumas cidades, as cerimônias ficaram restritas e as famílias não podem se despedir dos mortos. Os caixões também foram fechados.

Em nota, a Prefeitura informou que os profissionais envolvidos no sepultamento de vítimas do novo coronavírus foram orientados a usar equipamentos, como óculos, luvas e roupas apropriadas.

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